Saturday, February 20th, 2010 | Autor: Biocientista

Pesquisadores, utilizando telescópios em terra  e sondas espaciais fazem descobertas surpreendentes sobre o ciclo atmosférico de maior lua de Saturno e encontram semelhanças com a Terra.

Sim, você não leu errado. Titan, a maior lua de Saturno, apresenta um clima atmosférico parecido com o da Terra. O fato foi constatado por pesquisadores americanos, da National Science Foundation (NSF).  Veja abaixo, na íntegra, o artigo traduzido.

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Nosso conhecimento de Titan tem melhorado consideravelmente nos últimos cinco anos. Antes disso, o maior satélite de Saturno, só havia sido precipitadamente abordado por um punhado de sondas espaciais.  Em 1980, a sonda Voyager-1 tirou vantagem de um sobrevôo que fez em Titan e conseguiu capturar algumas misteriosas, mas frustrante, fotos em close-up da atmosfera de Titã, que se mostrou um tanto opaca e enferrujada. Apesar de sua cor, Titan realmente parecia lembrar um pouco a Terra primitiva. Havia uma sensação geral de excitação e perplexidade: o que havia sob essa atmosfera? Titan poderia suportar a vida?

Em julho de 2004, a sonda espacial Cassini, da NASA, entrou no reino distante de Saturno, desta vez para ficar. A sonda foi enviada logo após a visita da Voyager, por uma comunidade científica ansiosa para desvendar os novos mistérios.  Tem sido difícil manter-se com o fluxo de informações descobertas, entregues a partir de Titan para a Terra desde então. Sabemos agora que os 5.150-km (ou as 3.200 milhas) em todo o mundo tem lagos e rios. No início deste ano, um nevoeiro semelhante aquele foi descoberto no pólo sul de Titã.

Mais interessante ainda é o fato de que, assim como as características similares na Terra, todas essas características em Titan estão intimamente relacionadas. Evaporando-se os líquidos cria-se nuvens que são movidas ao redor do planeta por ventos – e provavelmente causam precipitações. Isso nunca foi visto em qualquer outro organismo/local extraterrestre. Além disso, o ciclo atmosférico de Titã não é um ciclo de água. Ao contrário, é um clima exótico com as características dos hidrocarbonetos metano e etano. Na Terra isso são gases, mas a temperatura extremamente baixa de Titan, em cerca de menos 290 graus Fahrenheit (ou menos 180 graus Celsius), permite que sejam líquidos (e talvez até sólidos).

Previsão do Tempo

Os ânimos dos cientistas de Titan cresceram muito com essas descobertas. “Podemos estudar o ciclo meteorológico em outro corpo planetário que envolve uma molécula diferente (metano)”, disse Emily Schaller, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona . Ela começou a observar Titã a partir da terra em 2002, no início do seu doutorado, dois anos antes da sonda Cassini chegar por lá.

“Eu estava monitorando o tempo em Titã usando o Telescópio Infravermelho da NASA, em Mauna Kea. Eu olhei para as mudanças diárias no brilho ea Titã e percebi que foram devido à presença de nuvens.” – relata Emily.

Titan (no topo) na órbita de Saturno

Observatórios terrestres, como o telescópio de 3 metros da NASA, o Infrared Telescope Facility (IRTF), podem não ser tão detalhados quanto a Cassini, no quesito imagens de alta resolução, mas quando se trata de acompanhamentos diários, eles são os equipamentos ideais. Na verdade a Cassini só sobrevoa Titan a cada 2 meses.

Então, o que significa estudar as mudanças diárias de outro mundo?  “Quase todas as noites um espectro de Titã é capturadocom o IRTF”, explica Schaller. “Todas as manhãs, eu baixo e processo esses dados para determinar o qual a area de cobertura das nuvens em Titã. O resultado é que eu recebo um relatório climático diário de Titan”.

O IRTF não pode detectar toda Titã: ele só vê um ponto de luz e sua intensidade. Você pode dizer quando há nuvens porque o ponto fica mais brilhante, em certos comprimentos de onda. Quando parecia haver uma nuvem aparecendo na atmosfera de Titã, Schaller acionava seu colega Henry Roe do Observatório Lowell em Flagstaff, Arizona, que tinha um equipamento de maior alcance, um telescópio de 8 metros , o Gemini North Telescope. A National Science Foundation – apoiado pelo telescópio Gemini, que é equipado com lente  óptica adaptativa e é capaz de tirar uma foto do disco Titan,  foi suficiente para determinar as latitudes e longitudes das nuvens que Schaller detectou com o IRTF. Schaller continuou com essas observações durante seis anos, o tempo que levou para completar seus estudos de doutorado.

“O dia em que entreguei minha dissertação, meus dados diários foram reduzidos e fiquei chocada. Eu pensei no que eu havia feito de errado. Enviei um e-mail para Henry Roe, e na noite seguinte, ele iniciou bservações sobre Gêmeos. Certo o bastante do que vira, havia uma enorme nuvem nos trópicos “, relatou Schaller.

Foi a primeira vez que uma observação tal foi feita. “Eu brinquei dizendo que Titã era um pequeno presente para mim”, acrescentou ela.

Mais para vir

Clima de Titã deve mudar rapidamente nos próximos meses, por que o sistema de Saturno  atingiu o equinócio da primavera, em agosto de 2009.

“O ano em Titã dura cerca de 30 anos terrestres. Minha tese durou seis anos – nem mesmo uma temporada Titan!” explica Schaller. “Agora é o equivalente de 21 de março em Titã. Quando eu comecei a minha tese, era 22 de dezembro. Estamos entrando agora em uma época interessante  ja que Titan está mudando de estações”, acrescenta ela.

Nuvens gigantes em Titan.

Os cientistas tentam prever o impacto da próxima primavera  que virá no hemisfério norte. Eles estão usando modelos atmosféricos da Terra, modificado para o tamanho e temperaturas menores, uma Titã em escala menor. Titan nos provê dados como se fosse a Terra, só que de forma alternativa, sobre os estudos do sistema de circulação atmosférica. A observação das mudanças climáticas sazonais em um mundo alienígena pode eventualmente ajudar a compreender melhor como funcionam as coisas na Terra, também. Este processo é chamado planetologia comparativa.

Desde que foi descoberto que Titan é tão semelhante ao nosso planeta, alguns cientistas estão se perguntando se poderia mesmo ter suporte a vida. “É muito longe do Sol”, disse Schaller. “A temperatura fria significa que as reações químicas ocorrem muito lentamente, assim as chances de vida são muito escassas. Embora possa haver uma chance de vida mais para baixo no interior de Titã”.

Na verdade, algum calor poderia estar preservado no interior de Titan, e no ano passado, as observações fornecidas pela Cassini deram pistas para um potencial oceano de hidrocarbonetos sob sua superfície. No entanto, se há vida em qualquer lugar do sistema solar, muitos cientistas suspeitam que podem ser mais propensos a aparecer em Europa, a lua gelada de Júpiter (que está mais perto do Sol e que pode ter um oceano subterrâneo de água) do que em Titan.

Depois da Cassini e do desembarque com sucesso da sonda Huygens (da Agencia Espacial Européia) na superficie de Titan, em 2005, a comunidade científica já está pensando na próxima missão para explorar Titã. Conceitos exóticos têm sido propostos, tais como balões ou barcos para o estudo dos lagos, e essa proposta está sendo chamada de Sistema de Missão Titan Saturno.

Leia mais e assista a um webcast sobre os resultados no relacionados press release. Escute os ventos de Titã aqui.

Artigo original e fotos em: NSF

Participaram dessa pesquisa:

Investigadores
Emily Schaller
Henry Roe

Instituições / Organizações Envolvidas
AURA / National Optical Astronomy Observatories
California Institute of Technology
Observatório Gemini
Lowell Observatory
Universidade do Arizona
Universidade do Havaí, Instituto de Astronomia

Locais
Arizona
Califórnia
Havaí

Programas relacionados
Observatório Gemini
NSF Astronomia e Astrofísica Pós-Doutoramento

Premios
# 0401559 metano de Titã Meteorológica Ciclo
# 0647970 Gestão de Operações e do Observatório Gemini
# 0525280 AURA Gestão e Operação do Observatório Gemini
# 0307929 Robótica e Controlo Adaptive Optics das Nuvens em Titã

Total das Bolsas
$368,084

Agências Envolvidas
NASA

Sites relacionados
LiveScience.com: Behind the Scenes: Titan: Um clima para fora deste mundo; http://www.livescience.com/space/091211-bts-Saturn-Titan-weather.html
NSF Press Release: Storm Clouds Over Titan: http://www.nsf.gov/news/news_summ.jsp?cntn_id=115388&org=NSF&from=news
NSF Discovery: Nuvens de metano observada perto do equador de Titã pode explicar Presença de leitos na superfície: http://www.nsf.gov/discoveries/disc_summ.jsp?cntn_id=115421&org=NSF
University of Hawaii Press Release: tempestade enorme detectado em Titã: http://www.ifa.hawaii.edu/info/press-releases/SchallerTitanAug09/

Saturday, February 13th, 2010 | Autor: Biocientista

A julgar pelo título do post, poderia-se dizer que é um artigo maluco de um blogueiro mais doido ainda, fazendo comparações rpgísticas entre Biologia e RPG ou do bioma de algum mundo de fantasia. Porém o assunto é outro: Dados gerados pelas pesquisas biológicas.

O século XX foi um marco no mundo da ciência. Tivemos o primeiro animal clonado (a ovelha chamada Dolly), vimos o mapeamento genético do DNA humano (o Genoma) ser praticamente desvendado em sua totalidade, presenciamos os avanços no campo da física com a teoria da relatividade e mecânica quântica, que deram motivos tanto para destruição (com a construção e utilização de bombas atômicas) quanto para a salvação de vidas (com equipamentos nucleares médico-hospitalares de diagnósticos). Se formos listar todos os avanços que a ciência nos proporcionou no século XX, teremos milhares de posts, mas o foco desse artigo é falar sobre a Biologia e seus dados relevantes.

A produção de dados em Ciências Biológicas tem sido massivas há muito tempo. Isso (a produção de dados) se deve ao fato de que a tarefa principal da ciência é produzir novos conhecimentos e aprimorar os já descobertos. É interessante saber os reais motivos que levam os cientistas a querer essa busca. Primeiro existe a finalidade de resolver problemas práticos, utilizando-se de tecnologia e a seguir existe o quesito “não prático” que é a satisfação de uma curiosidade nativa do ser humano. Pesquisador sem curiosidade é algo ambíguo e inexistente.

Foi através do avanço tecnológico, aliado ao sólido conhecimento em química e bioquímica, que técnicas para geração de dados das sequências de DNA e de proteínas foram possíveis e o aperfeiçoamento dessas técnicas possibilitou um numero sem precedentes de novos dados, como por exemplo, grande numero de sequências e estruturas protéicas e perfis gênicos. Mas o que fazer com tantos dados e quem analisará e manipulará tais informações?

Há tempos venho acompanhando a evolução da área na qual chamamos de Bioinformática. É um campo em ascensão e sempre continuará nesse patamar, pois dados relevantes aparecem todos os dias, em todo o mundo. Profissionais dessa área podem vir de duas áreas distintas: diretamente das Biológicas ou das áreas relacionadas à Tecnologia da Informação. O grande problema é que, ou o Biólogo não tem afinidade alguma com TI ou o profissional de TI detesta toda e qualquer ligação com as Biológicas. Não estou generalizando, mas realmente é um fato constatado.

Pessoas que sentem uma forte ligação com essas áreas não devem perder tempo. Mas o que fazer: Biológicas, como formação principal ou TI? Não importa. As especializações em Bioinformática geralmente são a níveis de mestrado, portanto ambos os profissionais podem galgar ser um Bioinformáta. É necessário que haja interesse nessa área de formação para que tenhamos cada dia mais pessoas capacitadas a analisar os dados relevantes, das pesquisas importantes para todos nós.

Atualmente a Biologia tem inspirado e muito, o desenvolvimento tecnológico dentro das Tecnologias da Informação. Um exemplo prático dessa “bioinspiração” é a criação e desenvolvimento das Redes Neurais e dos algoritmos genéticos. As redes neurais artificiais são estruturas conceituais/computacionais cuja função é tentar se aproximar ao máximo possível do processamento das redes neurais naturais, a saber, o cérebro humano. Esses algoritmos são tão complexos que essa estrutura neural pode ser treinada para aprender com a experiência. Mas o que isso quer dizer? Quer dizer que podemos, por exemplo, gerar inúmeros perfis de expressão gênica de organismos com câncer e saudáveis com a técnica de DNA microarray (ou arranjo de DNA) e pegando esses grupos (saudável e/ou doente) podemos treinar computadores, mediante o método de redes neurais artificiais, a identificar um padrão. Sendo assim, feito esse treinamento computacional, podemos submeter esse perfil de expressão gênica de um individuo X, cujo não conhecemos sua classificação, fazendo o computador retornar um diagnóstico ou uma classificação.

Parece algo surreal, mas os métodos computacionais em Bioinformática são diferentes da tradicional, justamente por não precisar conhecer as regras ou a regra para diferenciar o(s) grupo(s), nós simplesmente programamos o computador a modelar um método. Isso sim é Inteligência Artificial, possivelmente a chave para sairmos do surreal que vemos nos filmes de ficção para a aplicação na vida real. Torço para que muitos biólogos venham a desejar ser bioinformatas, assim como os profissionais da TI se encantem com essa promissora e prazerosa área da ciência.

Esse é apenas um pequeno esboço daquilo que tenho lido sobre Bioinformática.

Grande abraço.

Fonte da foto: FotoSearch
Saturday, January 30th, 2010 | Autor: Biocientista

Meus caros leitores, uma coisa é fato: não existe política ambiental que se preze, nas empresas brasileiras. Comecei a me preocupar com esse fato depois de uma análise das vagas de emprego, ofertadas no mercado. Eu me pergunto: onde estão as vagas que deveriam ser preenchidas por aqueles que estudaram com afinco as questões ambiêntais (a saber, os biólogos)?

Lembro como se fosse hoje, assim que entrei na universidade, os professores falando de boca cheia que, ser biólogo é ter segurança futura de emprego pois até as mega corporações iriam precisar de pessoas capacitadas para fomentar seus planos ambiêntais. É claro que isso gerou um ânimo geral e muitos dos que tinham apenas metas docentes, começaram a pensar mais alto e galgar patamares em grandes empresas. Porém, pelo que tudo se apresenta, não existe oferta no mercado atual. Não se vê empresas anunciando nos portais de RH algo como: ” Gestor Ambiêntal: Empresa necessita de profissional capacitado, formado em Ciências Biológicas, para gestão ambiental…”. Eu NUNCA ví um anuncio dessa natureza.

O QUE É GESTÃO AMBIENTAL?


Definição segundo a Wikipédia:

A Gestão Ambiental é a administração do exercício de atividades econômicas e sociais de forma a utilizar de maneira racional os recursos naturais, renováveis ou não. A gestão ambiental deve visar o uso de práticas que garantam a conservação e preservação da biodiversidade, a reciclagem das matérias-primas e a redução do impacto ambiental das atividades humanas sobre os recursos naturais. Fazem parte também do arcabouço de conhecimentos associados à gestão ambiental técnicas para a recuperação de áreas degradadas, técnicas de reflorestamento, métodos para a exploração sustentável de recursos naturais, e o estudo de riscos e impactos ambientais para a avaliação de novos empreendimentos ou ampliação de atividades produtivas.

De tudo isso que está escrito acima, como definição do que é gestão ambiental, o biólogo tem todos os requisitos. Estudamos Geologia, justamente para conhecermos realmente do que é composto e como se comporta o solo. Estudamos Ecologia, que nos dá noção exata sobre degradações e impactos do homem sobre o meio ambiente. Estudamos Botânica, para conhecermos tudo sobre a flora de um âmbiente. É fato que nós, biólogos, temos os conhecimentos necessários para sermos excelentes gestores ambiêntais. Sabemos como tratar um solo degradado, sabemos fazer  estudos de viabilidade ambiêntal para ampliações de negócios, temos capacidade plena para aprimorar políticas existentes mas que não foram bem fomentadas.

Talvez o que esteja faltando é alguém concretizar esse fato nas empresas, divulgar o conhecimento e o potencial que tem um bom profissional biólogo.  Quem sabe ações governamentais, seja ela Federal, Estadual ou local, possam ajudar o profissional biólogo a preencher um mercado que possívelmente não exista outro mais capacitado a fazê-lo. Já que no Brasil a área de pesquisa ciêntífica é praticamente apadrinhada, nos restaria, além da pratica docente, sermos profissionais em corporações.

Isso é apenas uma impressão dos fatos que gerou uma opinião pessoal. Minha vontade é esse cenário mude e que as empresas passem a encarar o profíssional biólogo como alguém que pode sim, dar sua contribuição para o real crescimento sustentável das corporações. Minha esperança nunca irá cessar e possívelmente eu ja tenha abraçado essa causa.

Abraço

Thursday, October 29th, 2009 | Autor: Biocientista

Aquecimento da TerraO Ministro do Meio Ambiente do Brasil, Carlos Minc, lançou esta semana uma proposta ambiciosa para reduzir as emissões de gases do efeito estufa, emitidos pelo Brasil. O plano chama o Brasil a reduzir as emissões de gases que geram o efeito estufa, em 40% até 2020. Em números concretos, seria uma redução dos atuais 2.7 bilhões de toneladas de dióxido de carbono para 1.7 bilhões.

Sob o plano de Minc, considerada a mais agressiva dentro do atual governo, os cortes viriam principalmente pela limitação do desmatamento na Amazônia e das reduções nas emissões desses gases gerados pela agricultura. Os negociadores brasileiros deverão ter uma posição definitiva até no próximo mês, em tempo para a reunião das Nações Unidas sobre as alterações climáticas, que acontecerá em dezembro (2009), na cidade de Copenhague. Segundo o Presidente Lula, a decisão final deve sair em 03 de novembro. Enquanto isso, as emissões de CO² do Brasil continuarão a crescer (só do Brasil??).

O Ministério do Meio Ambiente divulgou dados estimando que as emissões de gases de efeito estufa no Brasil aumentaram cerca de 40% entre 1994 e 2007, não incluindo o desmatamento. Bovinos e uso de fertilizantes na agricultura estão entre os maiores contribuintes. Foi a partir desses dados que fora elaborado o projeto e a meta é voltar ao patamar de emissão que tinhamos registrado em 1994.

Fonte: ScienceMag [English]

Vídeo educativo sobre o Aquecimento Global:

Embora eu tenha me alegrado quando traduzi essa pequena noticia, fiquei curioso em saber qual será o caminho a ser tomado para conter o desmatamento desenfreado. Esse tema é um dos principais alvos de criticas internacionais ao Brasil, juntamente com o poder imposto pelo crime organizado. Até hoje o Brasil não conseguiu colocar em prática suas políticas de fiscalização do desmatamento e não é raro termos conhecimento de exploradores ilegais na região.

É bom que o projeto venha munido de alterações e criação de novas regras para o controle e combate do desmatamento, caso contrário essa meta de reduzir a emissão de CO² nunca será batida. Torçamos para que realmente aconteça.

Tuesday, October 27th, 2009 | Autor: Biocientista

Vídeo muito interessante sobre o crescimento dos fungos. Os fungos, até meados de 1969, eram considerados VEGETAIS. Somente a partir do ano de 1969 é que foram classificados em um reino à parte, o Reino Fungi.

Curta esse video fantástico:

Abraço

Mais informações sobre o reino fungi, veja: Fungos – Wikipeédia.

Tuesday, August 11th, 2009 | Autor: Biocientista

É isso mesmo que você acaba de ler no título: farinha de manga [a fruta]. Recebi uma newsletter (um tipo de periódico de noticias) do Portal Diabetes e vou sintetizar a noticia conforme eu a compreendí:

Um estudo feito na Universidade de São Paulo [USP] revelou uma boa noticia para os portadores de diabetes: a manga, fruta tropical muito apreciada no mundo, pode ter um potencial grande no combate a diabetes humana. Nos testes feitos com camundongos provavelmente diabéticos (por indução ou naturalmente), pelo período de 3 meses, a ingestão de farinha de manga (isso mesmo, farinha de manga) reduziu em 66% os níveis de glicemia.

Segundo relatos desses pesquisadores, em parte composta por nutricionistas, a manga é muito rica em fibras, principalmente a pectina, que é uma fibra solúvel e capaz de atrazar o esvaziamento gástrico, tornando consideravelmente mais lento a absorção de glicose, pelo organismo. Mas não é apenas esse benefício que esse estudo revelou: a manga também contém compostos fenólicos e bioflavonóides, que atuam como antioxidantes do organismo, combatendo os radicais livres.

É bom frisarmos também que, embora os resultados foram interessantes para toda comunidade científica, é essencial que os estudos sejam feitos em seres-humanos, pois pode-se conseguir resultados tão bons quanto ou nenhum resultado. Felizmente esse estudo em humanos ja iniciou, também na USP, devendo estar concluídos até o ano que vem. [fonte: Portal Diabetes]

Embora a noticia seja bem empolgante, antes de postar fui verificar algumas fontes, para atestar tanto a veracidade da noticia quanto a data da mesma. Quanto a veracidade pude constatar que ela é real, a pesquisa foi realmente feita e continua sendo estudada. Quanto as datas, verifiquei que, em 2005 ela foi veiculada, portanto ja tem algum tempo. Na época ainda não se tinha dados sobre os outros componentes da manga, como os compostos fenólicos e bioflavonóides e hoje temos esses dados. Porém, mais do que datas, esperamos que as soluções cheguem aos que precisam de tratamento para essa doênça tão avassaladora. Quando afirmo isso é por experiência, pois sou portador de diabetes e sempre que lemos notícias como essa, um grande sentimento de esperança nos toma. Que não caia no esquecimento mais essa pesquisa.

Categoria: Notícias, Pesquisas, Saúde  | Tags: ,  | 3 Comentarios