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Friday, November 28th, 2008 | Autor: Biocientista

Esses dias me perguntaram se existe câncer benigno e eu gostei dessa pergunta, porque não é a primeira vez que vejo indícios de que, parte das pessoas, pensam existir câncer benigno. A resposta foi direta: não, não existe nenhum câncer que seja benigno. Todo tipo de câncer é destrutivo e não exita em proliferar-se. O que existe, cujo nome chamamos de tumor benigno, é uma neoplasia, para ser mais claro. Sendo mais objetivo e preciso ainda, uma neoplasia é uma proliferação desordenada de células, que pode ser benigna ou não. Mas isso se parece muito com a descrição de câncer, sr. biocientista.

E seria um câncer, caso essas células se proliferassem com malignidade, mas no caso da neoplasia benigna, não existe dano algum para o corpo, apenas aparecem tumores em determinadas regiões – que podem ser as mesmas onde poderiam aparecer tumores malignos – e podem ser retirados ou não e não necessitam de tratamento químio-terapêutico, ao contrário do câncer propriamente dito.
Um exemplo de neoplasia benigna é o que pode ocorrer na garganta. Podem ocorrer infecções benignas, virais, doenças pré-malignas, com células ainda não cancerígenas que formam placas brancas ou avermelhadas, linfomas (gânglios aumentados), e outras alterações que formam tumores em mucosas ou outras partes moles. Como isso tudo geralmente não se alastra para outras partes do corpo, são neoplasias benignas. Mas como aparece exatamente, um tumor em nosso corpo?

Neoplasia Uterina. (fonte: divulgação) 

O que geralmente acontece é que as células começam a crescer de uma forma descontrolada, em função de um problema nos genes. A causa dessa mutação pode ter três origens: genes que provocam alterações na seqüência do DNA; radiações que quebram os cromossomos e alguns vírus que introduzem nas células DNAs estranhos. Na maioria das situações, as células sadias do organismo impedem que estes DNAs passem adiante as informações. O tumor desenvolve um conjunto de rede de vasos sanguíneo para se manter. Através da corrente sanguínea ou linfática, as células malignas chegam a outros órgãos, desenvolvendo a doença nestas regiões. Esta doença é tão perigosa, que possui capacidade eficiente de reprodução dentro das células afetadas e também porque podem se reproduzir e colonizar facilmente as áreas reservadas a outras células.

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Wednesday, November 26th, 2008 | Autor: Biocientista
Olá. Como vão vocês? Iremos abordar uma série de posts sobre o câncer, uma doença que leva a óbito mais de 7 milhões de pessoas ao redor do mundo. Pretendo dar o maior número de informação possível, com o objetivo de informar qualitativamente e previnir o maior numero de pessoas quanto a doença. Boa leitura.

Quantos de nós já ouvimos alguém dizer que um familiar ou um amigo descobriu que estava com câncer em alguma parte do corpo? É uma notícia muito desagradável, se analisarmos justamente pelo fato desconhecido sobre essa doença: a cura. O câncer é uma doença bem heterogênea, originando-se em resposta a insultos ambientais e a alterações genéticas. Resumi-se em uma desordem daquilo que é um atributo fundamental aos seres vivos em geral: o crescimento celular. Já se pode falar dos eventos moleculares que produzem essa desordem, dando foco total sobre um grupo de genes chamados oncogenes.

Os oncogenes, que foram primeiramente descritos em vírus, são componentes normais das células eucarióticas, mas que dependendo da situação, caso sua expressão genética Leia mais…

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Tuesday, November 25th, 2008 | Autor: Biocientista

Uma nova praga, que passa dos ratos para o homem, foi descoberta por ciêntístas no decorrer desta semana. Os ciêntistas tem mostrado uma enorme preocupação quanto a quantidade de ratos marrons existentes na Europa, cujo são extremamente comuns, ja que a descoberta de uma nova variação da bactéria Bartonella rochalimae foi encontrada neles. Essa nova variação de bactérias Bartonella, que é fatal para o homem, chega até os ratos atravéz das pulgas, conforme constatação de pesquisadores taiwaneses.

Porém não é apenas na Europa que encontramos esta espécie de rato. Na verdade podemos dizer que, todo e qualquer rato é um hospedeiro em potêncial. A doênça foi descoberta pela primeira vez atravéz de uma mulher americana, que apresentou um aumento considerável no baço e cujo tinha recém voltado de viagem ao Perú. É o que diz o professor Chao-Chin Chang em entrevista para o Mail Online:

“Este caso levantou e nos levou à uma preocupação, a de que pudesse ter recém-emergido um patógeno-zoonótico históricamente relatado antes: foi a propagação mediante roedores, no Sec.14 e em séculos posteriores, que levou à morte de 74 milhões de pessoas ao redor do mundo. Por isso decidimos investigar a fim de entendermos se esses roedores teriam algum envolvimento nessa transmissão, em ambientes humanos.”

Os cientistas descobriram que roedores transportam várias espécies patogênicas de Bartonella, tais como B. elizabethae, o que pode causar inflamação do coração e a B. grahamii, o que provoca inflamação da retina e do nervo óptico. Através da análise do DNA da bactéria, descobriu-se que ela tem uma maior relação com a variação rochalimae da Bartonella, cujo tivemos um caso que foi isolado nos EUA.

 

 

Rato Marrom: Na mira das investigações sobre possível praga fulminante. (Fonte:Mail Online

Para a pesquisa, foram coletados 58 animais Leia mais…

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Friday, November 21st, 2008 | Autor: Biocientista

Foi anunciado nesse ultimo dia 20, que pesquisadores japoneses criaram um farmaco proveniente de um produto químico encontrado no alho e que se mostrou muito promissor no tratamento da Diabetes tipo 1 e 2. O produto foi testado em camundongos diabéticos.

O ciêntista Hiromu Sakurai e seus colegas da Universidade de Ciências Médicas de Suzuka, deram a droga aos camundongos por via oral, cujo principio ativo é o vanadium-allaxin (ambos encontrados no alho). Eles obtiveram um bom resultado a nível de redução de glisose no sangue. As pesquisas anteriores, envolvendo o composto vanadium-allaxin, mostraram bons resultados, mas tiveram como procedimento a injeção da droga e estes novos resultados mostraram que ela é mais promissora quando aplicada via oral, consequentemente ganhando maior eficácia no tratamento dessa doença metabólica.

Só para explicar: a diabetes tipo 1 é caracterizada quando o organismo do ser vivo não produz uma enzima chamada insulina, que deveria ser produzida pelo pâncreas a fim de metabolizar um tipo de açucar contido no sangue (a glicose), mas no caso dos portadores da diabetes tipo 1 não existe produção desse composto. Para compensar essa falta de insulina, o portador tem que injetar no corpo, uma quantidade X dela, para que possa manter um bom funcionamento metabólico.

Ja no caso da diabetes tipo 2, existe a produção de insulina (ela pode ser normal ou não) mas o organismo não sabe como trabalhar bem com ela, ou seja, os níveis de açucar (glicose) no sangue sobem consideravelmente, se não for tratado. O tratamento é mediante farmacos, que muitas vezes geram efeitos colaterais (em geral, efeitos leves, como diarréia).

Fonte: UPI

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Thursday, November 20th, 2008 | Autor: Biocientista

No início do ano fiz um pequeno trabalho de pesquisa sobre uma doença neuromuscular chamada Miastenia gravis. Ela é um pouco extensa, mas informação pertinente nunca é perdida e derrepente você é portador disso (eu espero que não) e não sabe. Vale a pena dar uma lida e entender o que acontece. Eu ja havia postado esse artigo em um outro blog, mas ja fazem alguns longos meses e agora ele é bem pertinente ao nosso contexto.

MIASTENIA GRAVIS

1- Características gerais

A Miastenia gravis é uma doença na qual enquadramos como doença auto-imune. Isso se dá por causa da presença de anticorpos (proteínas de defesa) do próprio organismo, que atacam os receptores de acetilcolina nas junções neuromusculares, junção essa que conhecemos pelo contato entre o nervo e o músculo. A acetilcolina é um neurotransmissor, ou seja, é uma substância química liberada mediante impulsos nervosos, e ela de extrema importancia na passagem do estímulo nervoso ao músculo e também tem a função de provocar contrações musculares responsáveis pelos movimentos. Por esses fatores todos ela é uma doença neuromuscular.

Figura 1 – Junção neuromuscular normal (A) e junção miastênica (B)

A principal característica da Miastenia é a fraqueza acentuada dos músculos, ou seja, aquilo que conhecemos como fadiga. Geralmente acontece logo depois de feito um exercício físico, mas pode também acontecer ao final do dia, pois as funções musculares já foram exigidas no decorrer do tempo. É importante frisar que, geralmente, a pessoa com Miastenia sente-se forte quando está descansada, mas no decorrer do dia, quando os músculos são exigidos, a fraqueza vai aumentando e o cansaço aparente é uma das fortes características.

Não se tem noção do porque esses auto-anticorpos são produzidos, mas já se tem conhecimento de que a doença ataca principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, porém pode aparecer em qualquer idade, devendo o organismo estar pré-disposto à doença (fatores genéticos). Os bebês de mãe portadoras da doença, podem ter risco elevado para a aquisição da Miastenia, pois a possibilidade de contrair anticorpos maternos via placenta é grande, mas no geral esses sintomas desaparecem dentro de algumas semanas.

A proporção de vitimas da Miastenia é de seis mulheres para cada quatro homens. Após os 50 anos de idade, a doença acomete mais aos homens do que as mulheres.

1.1 Acetilcolina

Como já dissemos, a acetilcolina é um neurotransmissor importante para a passagem do estimulo nervoso ao músculo. Nas junções neuromusculares normais, as vesículas liberam acetilcolina de locais específicos da terminação nervosa. A substancia (acetilcolina) atravessa o espaço sináptico (entre o nervo e o músculo) para alcançar os receptores. Quando a acetilcolina inicia o processo de hidrólise, aparece uma enzima chamada acetilcolinesterase, que acaba por encerrar o processo iniciado pela acetilcolina, destruindo-a.

Nas junções miastênicas, o que acontece é um numero reduzido de receptores da acetilcolina, as fendas sinápticas são bem mais simples e com espaços mais largos e a terminação nervosa é normal.

2- Sintomas

Como a Miastenia pode aparecer em todo e qualquer músculo voluntário (tecido muscular estriado), os sintomas podem ser diversos também, dependendo da função do músculo. Mas o primeiro sintoma verificado é a fraqueza nos músculos dos olhos: debilidade dos músculos elevadores das pálpebras (ptose), visão dupla (diplopia) e fraqueza nos músculos oculares (estrabismo). Geralmente esses músculos são inicialmente afetados em 40% das pessoas com princípio de Miastenia, mas no decorrer do tempo, 85% das pessoas apresentam esse sintoma também. Outros sintomas fortemente apresentados são: dificuldades para engolir (disfagia), dificuldades para falar e quando fala apresenta voz anasalada (disfonia), fraqueza nos músculos de mastigação (com conseqüente descaimento do maxilar inferior), fraqueza nos músculos dos membros (dificuldade para andar, subir degraus, elevar os braços para diversas tarefas simples como pentear). Segundo alguns autores, a fraqueza dos músculos respiratórios é potencialmente fatal e causa morte da vitima em quase todos os casos.

Existe um outro fator que é chamada de crise miastênica e essa mesma pode desenvolver-se repentinamente, sem aviso prévio, ativada por fatores físicos ou emocionais, e pode ocasionar problemas na respiração, movimento e/ou na deglutição.

3- Diagnóstico

No caso dessa doença, o histórico clinico do paciente é o melhor diagnóstico. Uma pessoa que apresenta qualquer debilidade característica, em especial na face, é uma vitima em potencial dessa doença. Testes físicos são feitos para constatar a Miastenia, caso reste duvidas. Alguns pacientes apresentam um tumor na glândula do timo (timona) e esta alteração pode ser a responsável pela disfunção do sistema imunitário. Uma tomografia axial computadorizada (TAC) ao tórax pode detectar a presença desse timona.

Testes de função pulmonar também são feito e medem a eficiência respiratória a fim de identificar problemas causados pela doença. Exame de Radioimunoensaio, que tem por finalidade detectar a presença dos anticorpos específicos dos receptores, são imprescindíveis.

Outro exame potencial para descobrir em que estágio está a doença é a Excitação nervosa repetitiva, que consiste em descarregar eletrecidade (pequenos choques) que estimularão os nervos e verificarão os potenciais de ação do músculo em resposta a essa ação.

4- Tratamento

Como sabemos, os receptores de acetilcolina são bloqueados, o que gera essa insuficiência, e fármacos podem ser úteis. Em pesquisas feitas pela iniciativa privada, comprovou a eficaz potencialidade do composto edrofónio.

Esse composto, quando administrado por via endovenosa, produz uma melhoria temporária da força muscular.

Outros dois fármacos que auxiliam no aumento de produção da acetilcolina são a piridostigmina e neostigmina. No entanto, o acompanhamento das doses desse medicamento deve ser supervisionado justamente porque, em doses elevadas, os princípios ativadores de produção da acetilcolina são prejudicados, piorando a situação do doente. Costumamos dizer que, com tratamento adequado, o paciente tende a ter uma vida quase que rumo à normalidade, sem problemas significantes.

Já foram constatados alguns casos onde a Miastenia entrou em remissão temporária e a fadiga muscular desapareceu totalmente, de modo que a medicação pode ser descontinuada. O tratamento tem um objetivo claro desde seu princípio: uma remissão completa, estável e duradoura. Ainda não existe uma cura total, mas o que já se tem disponível recobra uma qualidade de vida mínima a vitima da Miastenia gravis.

Fontes consultadas: Livros de Fisiologias Médicas

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Wednesday, November 19th, 2008 | Autor: Biocientista

Olá, caros leitores. Estou um pouco atribulado pela falta de tempo que me sobreveio nesses ultimos dias, afinal o ano está praticamente dando tchau para nós. Tenho diversos artigos ja encaminhados mas que demandam um pouco de tempo e em breve irei postar aqui. Porém deixo algumas reflexões sobre nós, os homens.

Existem muitas teorias: sobre a origem do universo, sobre a existência do homem (o antes, o hoje e o depois) e muitas outras que nos levam à hipóteses mil. Ha quem defenda que o universo surgiu de uma mega explosão, cujo conhecemos como Big Bang. Existem os que crêem que o homem é uma criação divina, assim como existem aqueles que defendem as teorias de Darwin, cujo processo de surgimento teria sua gênese em um símeo. Mas tudo isso são teorias, com fortes indícios que levam a grandes hipóteses. Mas o que de fato sabemos mesmo, é que o homem, desde o seu aparecimento e até o momento em que desaparece, tem necessidades básicas para sua sobrevivência.

Por exemplo: foram os homens que criaram a vida em sociedade, o trabalho, a técnica, para a própria sobrevivencia e a partir do momento em que a extensão do braço humano foi substituida pela técnica, iniciou-se o processo de inovações que culminam até hoje, no que conhecemos como tecnologia. Salientamos também que este processo evolutivo não seria possível se a razão não evoluisse na mesma proporção. Cada vez mais o pensamento humano ultrapassa suas próprias barreiras, gerando novos conhecimentos, tudo pela própria sobrevivência humana. Para que buscar curas atravéz do conhecimento científico? Do que vale o investimento de infinitas cifras monetárias no campo de pesquisa ciêntífica? Tudo pelo bem estar da raça humana.

Temos varios saberes: o saber empírico ou senso comum, o saber filosófico, o mito e aquela na qual estamos mais envolvido: a ciência. Todos são importântes para nossa própria sobrevivência neste planeta vivo. E termino dizendo que: O conhecimento ciêntífico é aquele baseado no fato, na objetividade, é o que produz novos saberes, uma nova ciência. É o fato observável, sistemático, apoiado em métodos e em corpo teórico. Então, que se produza a ciência, para o bem de todos nós e não para o mal.

Abraço

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