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Tuesday, August 11th, 2009 | Autor: Biocientista

É isso mesmo que você acaba de ler no título: farinha de manga [a fruta]. Recebi uma newsletter (um tipo de periódico de noticias) do Portal Diabetes e vou sintetizar a noticia conforme eu a compreendí:

Um estudo feito na Universidade de São Paulo [USP] revelou uma boa noticia para os portadores de diabetes: a manga, fruta tropical muito apreciada no mundo, pode ter um potencial grande no combate a diabetes humana. Nos testes feitos com camundongos provavelmente diabéticos (por indução ou naturalmente), pelo período de 3 meses, a ingestão de farinha de manga (isso mesmo, farinha de manga) reduziu em 66% os níveis de glicemia.

Segundo relatos desses pesquisadores, em parte composta por nutricionistas, a manga é muito rica em fibras, principalmente a pectina, que é uma fibra solúvel e capaz de atrazar o esvaziamento gástrico, tornando consideravelmente mais lento a absorção de glicose, pelo organismo. Mas não é apenas esse benefício que esse estudo revelou: a manga também contém compostos fenólicos e bioflavonóides, que atuam como antioxidantes do organismo, combatendo os radicais livres.

É bom frisarmos também que, embora os resultados foram interessantes para toda comunidade científica, é essencial que os estudos sejam feitos em seres-humanos, pois pode-se conseguir resultados tão bons quanto ou nenhum resultado. Felizmente esse estudo em humanos ja iniciou, também na USP, devendo estar concluídos até o ano que vem. [fonte: Portal Diabetes]

Embora a noticia seja bem empolgante, antes de postar fui verificar algumas fontes, para atestar tanto a veracidade da noticia quanto a data da mesma. Quanto a veracidade pude constatar que ela é real, a pesquisa foi realmente feita e continua sendo estudada. Quanto as datas, verifiquei que, em 2005 ela foi veiculada, portanto ja tem algum tempo. Na época ainda não se tinha dados sobre os outros componentes da manga, como os compostos fenólicos e bioflavonóides e hoje temos esses dados. Porém, mais do que datas, esperamos que as soluções cheguem aos que precisam de tratamento para essa doênça tão avassaladora. Quando afirmo isso é por experiência, pois sou portador de diabetes e sempre que lemos notícias como essa, um grande sentimento de esperança nos toma. Que não caia no esquecimento mais essa pesquisa.

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Thursday, December 04th, 2008 | Autor: Biocientista

Caros amigos leitores, peço minhas sinceras desculpas por estar consideravelmente ausente dos assuntos referentes ao blog. Nessas ultimas semanas a vida virou uma correria, mas finalmente consegui me livrar das coisas que tomavam 80% do meu tempo. Voltamos com “gás” total e possívelmente com uma gama maior de informações. Espero que gostem. Aproveitanto, antes de começar com os assuntos pertinentes, temos ao lado dos artigos, uma enquete e gostaria muito que pudessem respondâ-la. É simples: selecione o assunto que mais lhe agrada e clique em votar.

O que iremos tratar neste post, é justamente algo que importa a todos: os sintomas de um organismo vitima de câncer. Sabemos que o câncer pode alcançar Leia mais…

Categoria: Biologia, Saúde  | Tags: ,  | Poste um Comentario
Friday, November 21st, 2008 | Autor: Biocientista

Foi anunciado nesse ultimo dia 20, que pesquisadores japoneses criaram um farmaco proveniente de um produto químico encontrado no alho e que se mostrou muito promissor no tratamento da Diabetes tipo 1 e 2. O produto foi testado em camundongos diabéticos.

O ciêntista Hiromu Sakurai e seus colegas da Universidade de Ciências Médicas de Suzuka, deram a droga aos camundongos por via oral, cujo principio ativo é o vanadium-allaxin (ambos encontrados no alho). Eles obtiveram um bom resultado a nível de redução de glisose no sangue. As pesquisas anteriores, envolvendo o composto vanadium-allaxin, mostraram bons resultados, mas tiveram como procedimento a injeção da droga e estes novos resultados mostraram que ela é mais promissora quando aplicada via oral, consequentemente ganhando maior eficácia no tratamento dessa doença metabólica.

Só para explicar: a diabetes tipo 1 é caracterizada quando o organismo do ser vivo não produz uma enzima chamada insulina, que deveria ser produzida pelo pâncreas a fim de metabolizar um tipo de açucar contido no sangue (a glicose), mas no caso dos portadores da diabetes tipo 1 não existe produção desse composto. Para compensar essa falta de insulina, o portador tem que injetar no corpo, uma quantidade X dela, para que possa manter um bom funcionamento metabólico.

Ja no caso da diabetes tipo 2, existe a produção de insulina (ela pode ser normal ou não) mas o organismo não sabe como trabalhar bem com ela, ou seja, os níveis de açucar (glicose) no sangue sobem consideravelmente, se não for tratado. O tratamento é mediante farmacos, que muitas vezes geram efeitos colaterais (em geral, efeitos leves, como diarréia).

Fonte: UPI

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Thursday, November 20th, 2008 | Autor: Biocientista

No início do ano fiz um pequeno trabalho de pesquisa sobre uma doença neuromuscular chamada Miastenia gravis. Ela é um pouco extensa, mas informação pertinente nunca é perdida e derrepente você é portador disso (eu espero que não) e não sabe. Vale a pena dar uma lida e entender o que acontece. Eu ja havia postado esse artigo em um outro blog, mas ja fazem alguns longos meses e agora ele é bem pertinente ao nosso contexto.

MIASTENIA GRAVIS

1- Características gerais

A Miastenia gravis é uma doença na qual enquadramos como doença auto-imune. Isso se dá por causa da presença de anticorpos (proteínas de defesa) do próprio organismo, que atacam os receptores de acetilcolina nas junções neuromusculares, junção essa que conhecemos pelo contato entre o nervo e o músculo. A acetilcolina é um neurotransmissor, ou seja, é uma substância química liberada mediante impulsos nervosos, e ela de extrema importancia na passagem do estímulo nervoso ao músculo e também tem a função de provocar contrações musculares responsáveis pelos movimentos. Por esses fatores todos ela é uma doença neuromuscular.

Figura 1 – Junção neuromuscular normal (A) e junção miastênica (B)

A principal característica da Miastenia é a fraqueza acentuada dos músculos, ou seja, aquilo que conhecemos como fadiga. Geralmente acontece logo depois de feito um exercício físico, mas pode também acontecer ao final do dia, pois as funções musculares já foram exigidas no decorrer do tempo. É importante frisar que, geralmente, a pessoa com Miastenia sente-se forte quando está descansada, mas no decorrer do dia, quando os músculos são exigidos, a fraqueza vai aumentando e o cansaço aparente é uma das fortes características.

Não se tem noção do porque esses auto-anticorpos são produzidos, mas já se tem conhecimento de que a doença ataca principalmente mulheres entre 20 e 40 anos, porém pode aparecer em qualquer idade, devendo o organismo estar pré-disposto à doença (fatores genéticos). Os bebês de mãe portadoras da doença, podem ter risco elevado para a aquisição da Miastenia, pois a possibilidade de contrair anticorpos maternos via placenta é grande, mas no geral esses sintomas desaparecem dentro de algumas semanas.

A proporção de vitimas da Miastenia é de seis mulheres para cada quatro homens. Após os 50 anos de idade, a doença acomete mais aos homens do que as mulheres.

1.1 Acetilcolina

Como já dissemos, a acetilcolina é um neurotransmissor importante para a passagem do estimulo nervoso ao músculo. Nas junções neuromusculares normais, as vesículas liberam acetilcolina de locais específicos da terminação nervosa. A substancia (acetilcolina) atravessa o espaço sináptico (entre o nervo e o músculo) para alcançar os receptores. Quando a acetilcolina inicia o processo de hidrólise, aparece uma enzima chamada acetilcolinesterase, que acaba por encerrar o processo iniciado pela acetilcolina, destruindo-a.

Nas junções miastênicas, o que acontece é um numero reduzido de receptores da acetilcolina, as fendas sinápticas são bem mais simples e com espaços mais largos e a terminação nervosa é normal.

2- Sintomas

Como a Miastenia pode aparecer em todo e qualquer músculo voluntário (tecido muscular estriado), os sintomas podem ser diversos também, dependendo da função do músculo. Mas o primeiro sintoma verificado é a fraqueza nos músculos dos olhos: debilidade dos músculos elevadores das pálpebras (ptose), visão dupla (diplopia) e fraqueza nos músculos oculares (estrabismo). Geralmente esses músculos são inicialmente afetados em 40% das pessoas com princípio de Miastenia, mas no decorrer do tempo, 85% das pessoas apresentam esse sintoma também. Outros sintomas fortemente apresentados são: dificuldades para engolir (disfagia), dificuldades para falar e quando fala apresenta voz anasalada (disfonia), fraqueza nos músculos de mastigação (com conseqüente descaimento do maxilar inferior), fraqueza nos músculos dos membros (dificuldade para andar, subir degraus, elevar os braços para diversas tarefas simples como pentear). Segundo alguns autores, a fraqueza dos músculos respiratórios é potencialmente fatal e causa morte da vitima em quase todos os casos.

Existe um outro fator que é chamada de crise miastênica e essa mesma pode desenvolver-se repentinamente, sem aviso prévio, ativada por fatores físicos ou emocionais, e pode ocasionar problemas na respiração, movimento e/ou na deglutição.

3- Diagnóstico

No caso dessa doença, o histórico clinico do paciente é o melhor diagnóstico. Uma pessoa que apresenta qualquer debilidade característica, em especial na face, é uma vitima em potencial dessa doença. Testes físicos são feitos para constatar a Miastenia, caso reste duvidas. Alguns pacientes apresentam um tumor na glândula do timo (timona) e esta alteração pode ser a responsável pela disfunção do sistema imunitário. Uma tomografia axial computadorizada (TAC) ao tórax pode detectar a presença desse timona.

Testes de função pulmonar também são feito e medem a eficiência respiratória a fim de identificar problemas causados pela doença. Exame de Radioimunoensaio, que tem por finalidade detectar a presença dos anticorpos específicos dos receptores, são imprescindíveis.

Outro exame potencial para descobrir em que estágio está a doença é a Excitação nervosa repetitiva, que consiste em descarregar eletrecidade (pequenos choques) que estimularão os nervos e verificarão os potenciais de ação do músculo em resposta a essa ação.

4- Tratamento

Como sabemos, os receptores de acetilcolina são bloqueados, o que gera essa insuficiência, e fármacos podem ser úteis. Em pesquisas feitas pela iniciativa privada, comprovou a eficaz potencialidade do composto edrofónio.

Esse composto, quando administrado por via endovenosa, produz uma melhoria temporária da força muscular.

Outros dois fármacos que auxiliam no aumento de produção da acetilcolina são a piridostigmina e neostigmina. No entanto, o acompanhamento das doses desse medicamento deve ser supervisionado justamente porque, em doses elevadas, os princípios ativadores de produção da acetilcolina são prejudicados, piorando a situação do doente. Costumamos dizer que, com tratamento adequado, o paciente tende a ter uma vida quase que rumo à normalidade, sem problemas significantes.

Já foram constatados alguns casos onde a Miastenia entrou em remissão temporária e a fadiga muscular desapareceu totalmente, de modo que a medicação pode ser descontinuada. O tratamento tem um objetivo claro desde seu princípio: uma remissão completa, estável e duradoura. Ainda não existe uma cura total, mas o que já se tem disponível recobra uma qualidade de vida mínima a vitima da Miastenia gravis.

Fontes consultadas: Livros de Fisiologias Médicas

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Monday, November 17th, 2008 | Autor: Biocientista

Hoje é um dia muito importânte, amigos. É o dia mundial do combate ao câncer de próstata. Guarde bem essa data, em especial você que é homem. Ha muito se fala nesse câncer e não são poucas as informações disponíveis sobre ele, embora raramente vemos veículados em mídias de massa, como a TV. Mas eu me importo e divulgo sempre que possível. Vamos explicar um pouco como é o funcionamento da próstata e porque deve-se fazer o exame após os 40 anos.

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino de suma importância para a qualidade sexual e reprodutiva do homem. Ela é uma glândula exclusiva do gênero masculino, pesa cerca de 20 gramas e tem o tamanho aproximado de uma ameixa. Quando o homem, em seu ato sexual, inicia o processo de ejaculação, a glândula prostática entra em ação, liberando um liquido que, juntamente com a secreção da visícula seminal, formam o sêmen. Uma outra função da próstata é ajudar no deslocamento dos espermatozóides até seu destino e possívelmente os proteger da acidêz do meio externo. Não  menos importânte, cujo eu julgo ser a principal função, a glândula prostática transforma a testosterona (principal hormônio masculino) em diidrotestosterona, que é o metabólito vital para a formação da própria próstata, entre outros fatores de indução.

Exame de toque retal: eficáz no diagnóstico. (fonte: divulgação)

Mas porque dessa explicação toda e porque tenho que saber disso? Resposta simples e objetiva: o câncer de próstata é um dos que mais matam homens no mundo, cerca de 3%  de todos os óbitos. Uma vez que o câncer esteja estabelecido na próstata, a testosterona, o principal hormônio do homem, etimula a rápida proliferação do câncer, que caso não seja retirado a tempo, leva ao óbito o paciênte. Existe solução mas se estiver em processo de metástase (proliferação para outros órgãos), fica mais complicado tratar. Um dado importânte, retirado do Instituto Nacional do Câncer, é que somente em 2005, houveram 46.330 casos únicos, registrados oficialmente. Um dado alarmante e mais alarmante ainda quando vemos que não existem campanhas exautívas nas mídias de massa.

Caso você tenha mais que 40 anos e tem notado sintomas como estes que irei lista abaixo, procure um especialísta no assunto. Os sintomas são: 

 

  • jato urinário cada vez mais fraco;
  • dificuldade ou demora para iniciar a micção;
  • necessidade frequente de urinar;
  • acordar à noite para urinar;
  • interrupção involuntária do jato urinário;
  • presença de sangue na urina;
  • dor ou sensação de queimação durante a micção;
  • urgência (sensação de que não pode segurar a urina);
  • sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

 

O exâme mais eficáz é o de toque retal, que compreênde tatear a próstata atravéz da inserção do dedo indicador no ânus do paciênte, a fim de que a consistência da próstata seja verificada. Geralmente o câncer é constatado com sucesso dessa forma. O que é melhor: se livrar de um câncer que pode lhe matar ou continuar cultivando os pré-conceitos que a sociedade dita?

Então não perca tempo e se você se enquadra nestes sintomas e tem mais de 40 anos, procure um médico.

 

Fontes consultadas: INCA, URO 

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