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Saturday, June 27th, 2009 | Autor: Biocientista

Dino?
Li uma noticia no minimo curiosa e que pode alterar totalmente a concepção sobre os dinossauros, que alimentamos até hoje: eles podem não ser do tamanho gigantesco que pensavamos. Claro que, mesmo existindo essa hipótese, eles continuarão sendo considerados os maiores animais que ja povoaram nosso planeta.

Em artigo publicado dia 21/06, no Journal of Zoology, da Sociedade Zoológica de Londres, um grupo de pesquisadores afirma que o modelo estatístico usado para o cálculo do peso dos dinossauros é falho, o que pode ter levado pesquisadores a superestimar o tamanhos dos extintos répteis.


“Os paleontólogos usam um modelo estatístico publicado há mais de 25 anos que estima o peso dos dinossauros gigantes e de outros animais grandes de linhagens extintas. Mas, ao reexaminar dados da amostra original, que serviu de referência para a produção do modelo, verificamos que ele estava seriamente errado”

Essa afirmação foi feita por Gary Packard, da Universidade do Estado do Colorado, nos Estados Unidos, que completou a resposta dizendo que, ao efetuarem novos calculos e algumas análises, chegaram a conclusão que possivelmente os dinossauros tivessem metade da massa corporal daaquela que lhes foi atribuido.

Tiranossauro Rex

Tiranossauro Rex: possívelmente bem menor do que pensamos!

Para ilustrar um exemplo: o Apatosaurus louisae, um dos maiores dinossauros conhecidos, tem uma atribuição de massa em torno de 38 toneladas e após os novos cálculos feitos pelos pesquisadores, constataram que provavelmente ele tenha 20 toneladas a menos que essa atual atribuição, ou seja, esse animal extinto deveria pesar no maximo, 18 toneladas de massa corpórea.

E como eu imaginei antes de terminar de ler o artigo:

Segundo os cientistas, o modelo corrigido terá importantes implicações para diversas teorias a respeito da biologia dos dinossauros, que enfoquem, por exemplo, seu metabolismo energético, necessidades alimentares e modos de locomoção.

É o mundo das ciências nos surpreendendo a cada dia.

Fonte: Science Daily

Friday, February 20th, 2009 | Autor: Biocientista

Quem disse que noticia boa e útil envelhece? Noticia boa, útil e inédita tende a atualizar-se sempre e nunca ir para o limbo, certo!? Estava folheando um jornal local (Curitiba-PR) com data do inicio desse mes e foi quando me deparei com uma excelente noticia, uma descoberta preciosíssima, tanto para nós, biocientistas, como para toda a humanidade.

A bióloga formada pela UFPR (1999) e Drª. em Biologia Celular e Molecular pela USP, Lyris Martins Franco de Godóy, concluiu uma pesquisa (pesquisa inédita, utilizada em seu pós-doutorado e que teve duração de 10 anos) de extrema importância para a comunidade cientifica mundial: o mapeamento de proteínas em células vivas. Durante 10 anos, iniciados desde sua formação pela UFPR, este tem sido um trabalho exaustivo e muitas vezes frustrante, conforme palavras da própria autora.

O protenoma, como é conhecido o estudo desse conjunto de proteínas, é um estudo considerado bem mais complexo que o estudo do mapeamento genético (Projeto Genoma Humano), especificamente por não existir tecnologias específicas e suficientes desde o início das investigações. Porém, durante esses anos todos, as tecnologias necessárias foram criadas e aperfeiçoadas, dando possibilidade ao mapeamento protéico.

Conforme a Drª Lyris proferiu nessa entrevista ao jornal, o foco das investigações era o de detectar e identificar o máximo possível de proteínas, com o intuito de descobrir uma técnica antes inexistente e que pudesse servir à outros campos da pesquisa ciêntifica. Antes do anuncio desses resultados expressívos, mapear proteínas em células vivas era uma meta utópica mas isso nunca tirou a persistencia da pesquisadora e sua equipe. Até porque, a persistência e a curiosidade é a alma do pesquisador.

Proteina

Proteína

Para que todos possam entender o motivo da minha empolgação sobre a noticia: as proteínas estão presentes praticamente em todos os processos do metabolismo celular. É ela que faz a célula funcionar corretamente e que supre as necessidades celulares mas as células humanas são de uma complexidade inimaginável a ponto de tornar inviável o estudo diretamente com elas. Para alcançar algum resultado expressívo, o objeto de estudo foram as leveduras, aqueles mesmos organismos que fazem o pão fermentar. Agora que a técnica para mapear proteínas foi descoberta, o caminho até o estudo em células humanas está a um passo e eu espero que seja a passos largos.

Mas qual a real benfeitoria que nos trouxe essa descoberta? Como eu disse acima, as proteínas são praticamente a “maquinaria” da célula. São as proteínas que mantem a celula viva e é preciso conhecê-las (mapeamento protéico). Uma doença como câncer, por exemplo, envolve diretamente o metabolismo celular (crescimento celular desordenado) e conhecendo quais proteínas estão envolvidas no desenvolvimento dessas doênças (nao apenas cancês, mas todas), pode-se desenvolver métodos para frear esse desenvolvimento infeccioso no organismo, ou seja, a cura para N doênças.

O estudo foi concluido na Alemanha, pois a tecnologia necessária existe por lá. Mas uma outra boa noticia que temos é: o Instituto Oswaldo Cruz (RJ), que tem extensão aqui em Curitiba (Instituto Carlos Chagas) e cujo a pesquisadora tem uma forte parceria, conseguiu os recursos necessários para a aquisição dos mesmos equipamentos que ela tinha acesso na Alemanha. Todos esse material terá um custo total de 1 milhão de dólares (US). O que é 1 milhão de dólares para um país onde o desvio de verbas e o descaso com o dinheiro público chega a cifras 100 vezes maiores que isso? Precisou alguem ter que ir à outros país para estudar e obter essa descoberta maravilhosa, que deveria ter sido feita por aqui mesmo, se não fosse o descaso que nosso governo tem com a pesquisa cientifica. Enfim, a opinião expressa pela pesquisadora é a de que, em nosso país existe um descaso muito grande e não há investimento na área da pesquisa cientifica e que o problema não é recurso humano, mas financeiro mesmo. Recurso humano existe e de qualidade. Acorda Brasil, acorda.

Fonte de incentivo: Jornal Gazeta do Povo (Ed. 01/02/09 – impresso)

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Friday, January 02nd, 2009 | Autor: Biocientista

ScienceOlá meus caros. Espero que tenham passado maravilhosamente bem a passagem de ano. Se tem uma coisa que precisamos fazer sempre que adentramos  em um novo ano é traçar metas e que vocês possam ter feito isso, afinal uma vida sem objetivos é meio chata, não!?

Entretanto, o que nós, amantes da Ciências Biológicas, esperamos nesse ano? Com certeza esperamos que, projetos que foram iniciados e/ou estão em andamento, possam alcançar seus objetivos nesse ano. Para você ter idéia da produção ciêntifica em andamento, dê uma conferida nessa pagina da Unicamp: Pesquisas Financiadas em 2008 (Centro de Biologia Molecular e Engenharia Genética). Tenha em mente que essa lista é somente da Unicamp, ou seja, possívelmente a produção ciêntífica em andamento é bem maior, assim esperamos.

Estava navegando pelos sites de notícias, no primeiro dia do ano, e acabei encontrando descobertas desagradáveis referente a uma doença que também me acomete: a diabetes melitus tipo 2. O que antes era apenas hipótese, tornou-se fato, mediante estudos e pesquisas. Uma das instituições que constatou que essa hipótese é verídica, foi a Universidade de Alberta, nos Estados Unidos.

A diabetes melitus tipo 2, cujo o indivíduo tem uma redução nos níveis de insulina ou seu organismo não sabe o que fazer com ela, pode levar o ser vivo à um tipo de retardo mental. Não que ele venha ter complicações neurológicas ou qualquer coisa que possa levá-lo aos tipos de retardos mentais que temos conhecimento e que levam a pessoa para uma vida dependente. O que pode acontecer é o cérebro do diabético tem uma redução considerável nos níveis de raciocínio e de resposta rápida referente a tomada de decisões, por exemplo. Já se sabia que a diabetes tem ligação direta com o aparecimento do mal de Alzheimer e com essas pesquisas e constatações, pode-se comprovar quais fatores que podem levar o indivíduo à essas complicações mentais. Digo que ler isso não é nada agradável, para quem tem a doênça, mas para alguem com visão ciêntífica, mesmo que portador da doênça, não posso deixar de ver com bons olhos esses resultados, já que é um grande passo para a outra fase: como combater esse problema.

Infelizmente eu não posso dizer que sou um exemplo quanto aos cuidados que devem ser tomados. Por muitas vezes meu tratamento quimico, mediante drogas administradas oralmente, foi suspenso mas eu prometí a mim mesmo que esse ano levarei a rísca. Fazer exercícios físicos é outro ponto que trás resultados extremamente benéficos para o portador da diabetes. Mas eu tenho esperanças de que o ano de 2009 será um ano promissor na descoberta de tratamentos para diversas doênças e cultivo desde já esta esperança.

Coloquei abaixo um video explicativo sobre a diabetes. O video foi idealizado pela Pfizer Farmacêutica e produzida pela Vagalume Animation Studio. Confira:

 

Um excelente 2009 para todos nós.

Friday, November 21st, 2008 | Autor: Biocientista

Foi anunciado nesse ultimo dia 20, que pesquisadores japoneses criaram um farmaco proveniente de um produto químico encontrado no alho e que se mostrou muito promissor no tratamento da Diabetes tipo 1 e 2. O produto foi testado em camundongos diabéticos.

O ciêntista Hiromu Sakurai e seus colegas da Universidade de Ciências Médicas de Suzuka, deram a droga aos camundongos por via oral, cujo principio ativo é o vanadium-allaxin (ambos encontrados no alho). Eles obtiveram um bom resultado a nível de redução de glisose no sangue. As pesquisas anteriores, envolvendo o composto vanadium-allaxin, mostraram bons resultados, mas tiveram como procedimento a injeção da droga e estes novos resultados mostraram que ela é mais promissora quando aplicada via oral, consequentemente ganhando maior eficácia no tratamento dessa doença metabólica.

Só para explicar: a diabetes tipo 1 é caracterizada quando o organismo do ser vivo não produz uma enzima chamada insulina, que deveria ser produzida pelo pâncreas a fim de metabolizar um tipo de açucar contido no sangue (a glicose), mas no caso dos portadores da diabetes tipo 1 não existe produção desse composto. Para compensar essa falta de insulina, o portador tem que injetar no corpo, uma quantidade X dela, para que possa manter um bom funcionamento metabólico.

Ja no caso da diabetes tipo 2, existe a produção de insulina (ela pode ser normal ou não) mas o organismo não sabe como trabalhar bem com ela, ou seja, os níveis de açucar (glicose) no sangue sobem consideravelmente, se não for tratado. O tratamento é mediante farmacos, que muitas vezes geram efeitos colaterais (em geral, efeitos leves, como diarréia).

Fonte: UPI

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